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Posts Tagged ‘artesanato’

De um lado, respeito à tradição e à cultura popular. Do outro, gente que entende de mercado, que conhece o gosto do consumidor. Esses são ingredientes de uma receita de sucesso, que está ajudando a melhorar a vida de um grupo de pequenas agricultoras.

 As personagens dessa história são do Rio Grande do Sul, da chamada região de fronteira, onde o Brasil faz divisa com o Uruguai e a Argentina. Vivem nos municípios de Santana do Livramento, Uruguaiana e São Borja, cidade que deu ao país dois presidentes da República: João Goulart e Getúlio Vargas.

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O Rio Grande do Sul responde por 90% da produção nacional de lã: dez mil toneladas por ano. E não é difícil encontrar, gente que saiba lidar com ela. Também é tradição entre as mulheres, saber lavar, cardar e tingir a lã para produzir palas, cobertores e outras peças que ajudam a esquentar o inverno rigoroso do sul do Brasil.

 Aproveitando a matéria prima farta e a mão-de-obra habilidosa, há três anos o SEBRAE decidiu formar um grupo de artesãs para trabalhar com lã de um jeito diferente do que é tradicional por aqui.

 Com a ajuda de designer famosos, a matéria prima da região vem se transformando em peças surpreendentes. Quem diria que cria de cavalo crioulo pudesse virar um colar, ou que a lã de ovelha pudesse ser usada em peças como uma saia sofisticada para ser usada no verão.

 O grupo batizado de Lã Pura, reúne 28 artesãs de três municípios. “Esse trabalho surgiu de uma possibilidade de provocar geração de emprego e renda para pessoas que trabalhavam em atividades do campo, buscando alguma coisa que fosse da região, matéria prima local, e que tivesse uma identidade com a cultura da nossa região”, explica o supervisor do SEBRAE, Ricardo Barbará Dias.

 A base do trabalho é o fio, que pode ser bem rústico, feito da lã bruta, do jeito que saiu da ovelha, ou industrializado, mais fino, e que já vem limpo. Para quem tem talento e experiência, o tipo de matéria-prima não faz diferença. Praticamente todo o fio utilizado pelo grupo de artesãs de São Borja é produzido e preparado pela dona Eva Kuffner, ela é uma especialista nesse serviço. “No início do meu trabalho com a fiação foi através da LDA, há 25 anos que eu aprendi a mexer com lã. Como eu trabalhava muito com tricô, eu procurava sempre comprar esse tipo de lã. A alegria e emoção que eu tive, foi quando eu peguei o rel dessa lã, fiz o fio, lavei e aprontei a peça. Eu nunca mais parei, creio que vai ser até o fim”, conta Eva.

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 Dona Eva também faz o tingimento da lã. Para isso as vezes usa corantes naturais. “Como corante natural se usa casca de eucalipto, de indico, marcela, de cebola”, explica dona Eva. Mas para conseguir cores vivas e padronizadas, é preciso usar corante químico. Depois de alguns minutos de molho na tinta, a lã é enxaguada e colocada ao sol para secar.

 As mãos habilidosas e criativas da dona Eva, vem desenvolvendo muitos tipos de fios. Grossos, finos, torcidas de maneiras diferentes, com bolinhas coloridas. Esses fios depois vão dar um colorido especial para as peças de artesanato. “São químicas maravilhosas. Quando eu falo que eu quero um ‘pink elétrico’, elas não entendiam que ‘pink elétrico’ era esse. É esse ‘pink elétrico’ que eu quero estabelecer um marrom chocolate, ou verde do campo. Então elas entendem muito bem disso”, afirma Ronaldo Fraga.

 Com os fios de dona Eva e os desenhos de Ronaldo Fraga, as artesãs podem trabalhar em casa mesmo. A maioria delas vive na zona rural. Ireni Scheffer, nasceu na roça, e já está acostumada com o serviço pesado. “De manhã, quando o sol não é muito quente, e a gente vai para a roça. Na lavoura a parte da mandioca, a horta, a gente você passa para as mulheres. Aí tem os porcos, os pintos, galinha. Depois a gente vai para dentro de casa, porque o sol é muito quente”, conta dona Ireni Scheffer.

 Veja aqui e aqui as reportagens do Globo Rural.

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O Sebrae quer saber como as LAN Houses podem ajudar na inclusão digital das micro e pequenas empresas. Para isso, criou o blog “LAN House do Futuro”, onde são apresentados diferentes cenários, baseados em vários serviços que já ocorrem hoje, para que os usuários possam dar sua opinião através de enquetes e comentários. Dê a sua opinião aqui http://lanhousedofuturo.wordpress.com

 

 

Nesta semana, o Sebrae também publicou outros dois blogs:

 

1)     O blog que trata sobre a criação da figura do Microempreendedor Individual (MEI) que apresenta as informações já disponíveis sobre o assunto, além de abrir espaço para o envio de comentários e a realização de pesquisas através de enquetes. Acesse http://microempreendedor.wordpress.com

 

2)     E o Blog do Artesanato um espaço para conversas com artesãos de todo o país. Conheça http://artesanatosebrae.blogspot.com/ e registre as suas opiniões e sugestões.

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Sementes de frutas são as principais matérias-primas usadas por um grupo de artesãs em Rondônia, para a produção de joias. Tudo é misturado com ouro e prata e as biojoias da Região Amazônica já conquistam até o mercado europeu.

 

Açaí, tucumã, babaçu. São com estas sementes que uma cooperativa de Porto Velho produz jóias.

 

São 20 famílias que se dedicam à colheita de sementes na vila de São Sebastião. E com o apoio do SEBRAE, cada caroço vai se transformar numa biojóia.

 

A cooperativa definiu preços justos pelo trabalho e determinou que a colheita seja feita de maneira sustentável, sem agredir a natureza. São usadas apenas frutas que estão maduras, prontas para o consumo, ou que já caíram da árvore.

 

São 53 artesãos. A maior parte trabalha em uma oficina. Eles foram capacitados pelo SEBRAE, fizeram curso de design e acabamento.

 

“Faltava era só a união, a capacitação e a formação que o SEBRAE nos forneceu. E agora o mercado vai dar sustentabilidade e fortalecer todo artesão que faz parte da cadeia”, diz a presidente da cooperativa Maria Dalvani de Souza.

 

O grupo reúne novos artesãos e também profissionais experientes, que já produziam artesanato, mas apostaram no trabalho.

 

As biojoias com ouro e prata ganham mercado. Algumas peças foram vendidas para o Japão, França e Portugal. Uma joalheria da Itália pediu cem unidades.

 

O trabalho do SEBRAE profissionalizou o grupo e hoje as artesãs tem orgulho da profissão que escolheram.

 

“A gente sabe que está fazendo o desenvolvimento sustentável local, a gente sabe que está mantendo a Amazônia em pé e estamos trazendo uma renda para a nossa família e levando o nome do nosso estado e da Amazônia para fora do Brasil”, orgulha-se Maria de Souza. Leia a reportagem e assista ao vídeo do programa Pequenas Empresas Grandes Negócios.

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